sábado, 3 de setembro de 2011

FIQUE POR DENTRO!!!!!

                                           "TOMBAR" NÃO É APENAS "CAIR"

Na linguagem do dia a dia, "tombar" significa "cair, jogar no chão". Então, por que chamar de "tombamento" justamente o dispositivo que procura evitar a destruição de bens como edifícios, ruas, fotografias, . . .?
Porque na Língua  Portuguesa a palavra "tombo" também significa arquivo, local ou livro em que se registram escrituras e outros documentos importantes.
Os bens que se quer proteger são registrados em um livro especial, conhecido como "livro de tombo". Daí o nome.
Aliás, o maior arquivo de Portugal chama-se Torre do Tombo, em referência a uma torre que existia no castelo real de São Jorge, em Lisboa. Nessa torre ficavam guardados os arquivos do reino, os livros de registro ou "de tombo".
Atualmente o arquivo nacional ortuguês funciona em um edifício moderno, mas que manteve o nome tradicional de Arquivo Nacional Torre do Tombo, onde está guardada grande quantidade de documentos referentes ao passado colonial do Brasil. Muitos historiadores brasileiros vão à Lisboa para fazer pesquisa nesse local.
Os bens que podem ser tombados são os mais variados, materiais ou imateriais: imóveis, cidades, documentos, livros, receitas culinárias ou qualquer bem que seja importante para a maioria coletiva.
Cada patrimônio indicado para ser tombado é avaliado por um conselho formado por representantes da sociedade, sindicatos, governo, etc. Esse conselho recebe auxílio técnico de especialistas, como arquitetos e historiadores, que determinam qual bem deve ser preservado  ou não, de acordo com a sua importância para a memória da comunidade.
Tombar não significa desapropriar. O dono do bem permanece com a propriedade do bem tombado e pode vendê-lo ou alugá-lo, só não pode destruir ou alterar as características que foram protegidas. Quem ousar descumprir essa ordem legal pode ser preso e ainda pagar uma pesada multa.
No Brasil o tombamento pode ser feito na esfera federal, pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; na esfera estadual, pelos Conselhos Estaduais de defesa do patrimônio e na esfera municipal, pelos Conselhos Municipais.
O Iphan é um dos primeiros órgãos de preservação do patrimônio cultural do mundo, criado em 1937.
Foi  em 1998 que a Lei dos Crimes Ambientais( Lei Federal n.9.605) estipulou, pela primeira vez com clareza, a pena de prisão para quem destruir o patrimônio cultural protegido.

                                       ARQUIVO DO TOMBO - LISBOA (PORTUGAL)
                                         Acesse o link:   http://www.antt.dgarq.gov.pt/




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ALERTA!!!

Você sabia que ao fumar um cigarro tem a possibilidade de entrar em contato com 4.700substâncias? E o pior, a cada dia que passa descobrem-se mais elementos tóxicos adcionados ao fumo, que entram em contato com as nossas entranhas, sejamos fumantes ativos ou passivos?
Pois bem, num informe do hospital Infantil de Toronto, no Canadá, foram enccontrados resíduos de nicotina em fios de cabelos de 23 bebês cujas mães não consumiram tabaco mas respiraram a fumaça dos maridos ou colegas de trabalho, durante a gravidez. Os bebês só tinham entre 1 e 3 dias  de nascidos, quando foram tirados uns bocadinhos de cabelo. As mães aspiraram uma fumaça que não era delas e a nicotina chegou até a pontinha dos cabelos dos filhos que ainda estavam dentro das suas barrigas.
Das milhares de substâncias inaladas, não há referência a que qualquer delas possa fazer bem à saúde. Imaginem, bem a situação "escolhida livremente" pelo futuro fumante. Ele decide inalar dia após dia, ano após ano, década após década, milhares de substâncias ruíns para sua saúde(e ainda paga por isso). Substâncias que lhe diminuem o fôlego, estreitam suas artérias e veias, fazem-lhe câncer, um buraco no estômago ou torna-o banguelo. . . .
Tais substâncias passeiam por todo o organismo, podendo atingir desde os olhos, provocar cegueira por catarata ou por alteração da retina e ir até na bexiga, provocando câncer. Gastrite, úlcera de estômago ou de intestino, câncer de rim e do pâncreas, são doenças, hoje em dia, claramente associadas ao tabagismo e, como o trajeto é direto até chegar aos alvéolos , câncer de boca, de laringe e de pulmão são figuras classicas em qualquer estudo. Câncer do esôfago e de colo do útero, idem. Pensem bem antes de começar a fumar!

                                                                           Disponível em http://www.cigarro.med.br/cap18.htm.


Elaborem cartazes para uma campanha antifumo. Use imagens, textos e frases para realizar um trabalho de conscientização sobre os efeitos maléficos que o cigarro causa no organismo humano.Escolha um nome para a sua campanha e boa sorte! As mudanças dependem de nossas atitudes. A sociedade agradece.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

TÉCNICA X TECNOLOGIA

No mundo atual a palavra tecnologia está na moda e quase todos os meios de comunicação associam as propagandas às novidades tecnológicas. Atualmente, estamos cercados por produtos eletrônicos que passaram a fazer parte da vida e do imaginário coletivo. Seja criança, jovem ou adulto, todos passaram a consumir produtos de alta tecnologia, os quais têm causado uma revolução nas comunicações, produção de bens, estruturas de emprego e até na própria condição humana.
Assim, cabe deixar claro a diferença entre os termos técnica e tecnologia que embora  usados muitas vezes como sinônimos, não querem dizer a mesma coisa. Ambos vêm do grego techne, que na civilização grega antiga designava o ofício dos artesãos ou artes em geral.Com o passar do tempo a palavra técnica adquiriu sentido amplo e foi associada a procedimentos e habilidades transmitidas de uma geração a outra que podiam trazer resultados considerados úteis. É por isso que a técnica se refere ao saber fazer humano: construir objetos mamusear ferramentas, discursar ou dominar técnicas esportivas, cujo uso pode resultar em objetos: casa, utensílios, ferramentas, . . .
Já a palavra tecnologia, vem da junção entre techne e logos, também do grego antigo, que quer dizer pensamento organizado, sugerindo que ela é o pensamento ou discurso científico sobre as técnicas.
A técnica é o conhecimento prático que não envolve, necessariamente, nenhuma teoria ou ciência ao contrário da tecnologia que diz respeirto a teorias, experiências ou aplicações sobre os materiais ou processos usados nas técnicas, portanto, uma aplicação científica sobre as técnicas.
A tecnologia surgiu com a instituição da ciência moderna, a partir do século XVII. Antes disso já eram organizados estudos e experiências de caráter científico, como os realizados por Leonardo da Vinci e Galileu Galilei.
Cabe ressaltar que os conhecimentos e as técnicas não se propagaram igualmente em todas as culturas e lugares. Sua evolução se deu em fases distintas.
Na Pré-História predominou a técnica do acaso, em que não havia a intenção deliberada de criar, desenvolver ou transmitir as técnicas. Com as grandes civilizações, o saber tecnico surge com a figura do artesão, que dominava as técnicas e habilidades e as transmitia a seus aprendizes. A partir do século XIX foi que surgiu o estudo consciente das técnicas aliado ao modo de pensar da ciência moderna: um saber organizado e centrado em experiências e teorias. O período posterior `Revolução Industrial, tivemos os métodos fabris de manufatura, da produção de massa e da automação, com o uso de computadores e sistemas de comunicação.
Foi no período da Pós-Revolução Industrial que alguns autores passaram a afirmar que o conjunto de técnicas de cada período forma uma espécie de sistema que interligadas não podem ser compreendidas fora do todo a que pertence.
É esse avanço que autoriza-nos a falar hoje em globalização e sociedade da informação, época da máquina capaz de receber e armazenar, processar e redistribuir informações em velocidade espantosa: o computador.


                                                      GIANSANTI, Roberto-Tecnologias e Sociedade no
                                                      Brasil Contemporãneo, São Paulo, 2006                   
                                                            

sábado, 6 de agosto de 2011

O SENTIDO DO CONHECIMENTO HISTÓRICO

De maneira geral, os estudantes questionam os motivos pelos quais devem estudar o passado, uma vez que nem sempre entendem com clareza a sua relação com o presente. Eles consideram que esse conhecimento é desnecessário.

A História assim concebida, já vem sendo questionada há muito tempo mas hoje o conhecimento histórico se reveste de outro sentido, conforme destacou o historiador Edgar Salvadori de Decca
 "A História carrega uma série de outras possibilidades e entendimentos, faz pensar sobre como  as coisas acontecem como os acontecimentos se efetivam e produzem a realidade, quais as tensões em jogo, quais as vontades presentes''

O sentido do conhecimento histórico pressupõe a compreensão de múltiplas realidades, de situações concretas da vida cotidiana e do tempo, condições essenciais para a formação e o desenvolvimento da cidadania.

Estudar História é criar a possibilidade de buscar explicações para as ações dos seres humanos, no passado e no presente. É realizar uma viagem por outros tempos e espaços e, por meio da investigação tentar compreender os caminhos por eles escolhidos, enfatizando as ações sociais,  econômicas e culturais ao longo do tempo, numa época em que não apenas a cultura histórica, mas o próprio sentido do conhecimento histórico parece ser pouco relevante para muitos.

Portanto, o ensino de História contribui para libertar o indivíduo do tempo presente e da imobilidade diante dos acontecimentos, para que possa entender que a cidadania não se constitui em direitos concedidos pelo poder instituído, mas tem sido obtida em lutas constantes e em suas diversas dimensões.

O conhecimento histórico também ganha sentido ao propiciar a formação do pensamento histórico, ou seja, a compreensão das relações que os diversos grupos humanos estabelecem entre si por meio das ações dos múltiplos sujeitos históricos, embora nem sempre a tais ações seja atribuído valor que elas podem ter.

Segundo o historiador André Segal, (. . . ) a  História deve contribuir para a formação do indivíduo comum que enfrenta um cotidiano contraditório, de violência, desemprego, greves, congestionamentos, que recebe informações simultâneas de acontecimentos internacionais, que deve escolher seus representantes para ocupar os vários cargos da política institucionalizada. Este indivíduo que vive o presente deve, pelo ensino ou estudo de História, ter condições de refletir sobre tais acontecimentos, localizá-los em um tempo conjuntural, estabelecer relações entre os diversos fatos de ordem política, econômica e cultural, de maneira que fique preservado das reações primárias: a cólera impotente e confusa contra os patrões, estrangeiros, sindicatos ou o abandono fatalista da força do destino."
Nessa perspectiva, consideram-se os alunos, professores e demais interessados pelos conhecimentos históricos como sujeitos sociais portadores de experiências culturais, e ativos nos seus processos de aprendizagem, sendo capazes de construir, reconstruir e apropriarem-se criticamente dos conhecimentos. Afinal, a História é a disciplina que se refere aos homens, a tantos homens quanto possível, a todos os homens do mundo enquanto se unem entre si em sociedade, e trabalham, lutam e se aperfeiçoam a si mesmos.
                                                                               
  BERUTTI, Flávio - História ,  Ensino Médio
  1ª  edição, Curitiba, PR, Base Editorial, 2010


domingo, 31 de julho de 2011

O GRITO DE TODOS NÓS



2006








A existência de contrastes é  uma das mais importantes características do Brasil. Somos um país marcado por grande diversidade em vários aspectos como: clima, vegetação, urbanização, cultura, etnia, regionalização.
`´E um país resultante da mistura de etnias e culturas de quase todas as regiões do mundo. Reunimos a maior população de raízes africanas fora do Continente Africano, assim como abrigamos algumas das maiores populações mundiais de descendentes de italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, entre outras. Um país   de cidades geradoras de tecnologias avançadas que coexietem com cidades históricas; uma agricultura tropical e temperada; uma plataforma continental e grande parte da maior floresta equatorial do mundo, a Floresta Amazônica.
Tudo isso faz do Brasil um país de contrastes, mas dentre eles, a exclusão social é o pior de todos e o poema O Grito de todos nós, da autoria de João Santiago, aborda essa questão. Confira.
O Grito de Todos Nós
                                          ( João Santiago )
Ousamos dizer para o mundo
A vida em primeiro lugar
Lutamos por terra e trabalho
Para viver, ser feliz e celebrar!


Exigimos que haja justiça
Dignidade e povo feliz
Cada homem, mulher e jovem. . .
Diz: aqui é o meu país!

Num só coro dizemos: Brasil,
Um filho teu não foge a luta
Por progresso que promova a vida
Pátria sem dívidas, mãe que escuta!

Tantos mártires deram suas vidas
Por amor a essa pátria Brasil
Nossas flores, palavras e poemas. . .
Vencendo tanque, canhão e fuzil. . .

Nossa marcha seguirá dizendo
Soberania não se negocia
Tirem as mãos, o Brasil é nosso chão!
Nós queremos outra economia

O teu povo diz organizado
Brasil: mudança prá valer
Ninguém pode esperar que alguém faça
Somente o povo faz acontecer.

 

 Questões para refletir:

a- A exclusão social é ou nãpo uma questão prioritária para o desenvolvimento do Brasil?

b- A mídia brasileira tem feito alguma campanha pela redução das desigualdades sociais?

FILOSOFIA DE VIDA

A  Filosofia, entendida como aspiração ao conhecimento racional, lógico e sistemático da realidade natural e humana, da origem das causas do mundo e de suas transformações, das ações humanas e do próprio pensamento é um fato tipicamente grego. No entanto, questões filosóficas fazem parte do nosso cotidiano.

 Platão e Aristóteles, filósofos gregos, afirmavam que a primeira virtude do filósofo é ser capaz de se surpreender com o óbvio e questionar as verdades dadas, problematizar, o que caracteriza a filosofia não como posse da verdade e sim como uma busca. No entanto, essa virtude não diz respeito apenas aos filósofos pois  é possível a qualquer pessoa propor questões filosóficas na medida em que somos seres racionais e sensíveis e sempre damos sentido às coisas. É a esse filosofar espontâneo de todos nós que chamamos de FILOSOFIA DE VIDA. A esse propósito, o filósofo italiano Antônio Gramsci afirmou:

                  " não se pode pensar em nenhum homem que não seja também filósofo, que
                   não pense, precisamente porque o pensar é próprio do homem como tal."

As questões filosóficas fazem parte do nosso cotidiano e permeiam a nossa vida. Quantas vezes já nos perguntamos sobre o que é o amor, a amizade, a fidelidade, a solidão, a morte? Certamente, não só pensamos como também eventualmente, discutimos a respeito com os amigos, observando que os pontos de vista não coincidem. Essas divergências também ocorrem entre os filosófos. A diferença é que os filosófos especialistas conhecem a história da filosofia e levantam problemas que tentam equacionar não pelo simples bom-senso, mas por meio de conceitos e argumentos rigorosos. Afinal, a discussão filosófica está sempre aberta à controvérsia.

A filosofia é sobretudo a experiência de um pensar permanente, é uma atitude diante da vida tanto no dia a dia como nas situações-limite, que nos exige decisões cruciais. por isso, é preferível compreendê-la como processo e como reflexão crítica e autônoma a respeito da realidade.

Por conta dessa afinidade que temos com o filosofar, parece claro que seria proveitoso enriquecer nossa reflexão pessoal  desenvolvendo um novo olhar sobre o mundo, típico da especificidade do filosofar, nossa percepção sobre o cotidiano, questionando o senso comum e descobrindo novos significados para a existência e para as relações humanas. Afinal, Nem sempre o real é o que nos parece ser. . .

sábado, 23 de julho de 2011

A DOUTRINAÇÂO DO ENSINO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA.

Segundo  o professor Luis Lopes Diniz Filho, o  termo "doutrinação" designa as práticas pedagógicas pelas quais são transmitidas visões unilaterais da realidade sob a justificativa de que é necessário "conscientizar" os alunos.
 Tais práticas  consistem em apresentar aos alunos certas teorias e ideologias sem mensionar a existência de perspectivas diferentes ou determinadas visões de mundo como se fossem as únicas.
     Doutrinação no ensino é apresentar aos alunos a única teoria  ou ideologia explicativa da sociedade e descartar todas as outras visões com críticas baseadas nessa mesma teoria ou ideologia.
No Brasil, o esforço para constituir um Sistema Nacional de Ensino teve início após a Revolução de 1930 com o objetivo de garantir a unidade nacional pela inculcação de valores e ideologias nacionalistas nas novas gerações e fortalecer  o caráter nacional que era definido pelo Estado. Nesse sentido, os conteúdos didáticos eram pensados pela ditadura como instrumento para fortalecer o "carater naconal", que era definido pelo Estado e por seus intelectuais seguindo a ideologia conservadora.
 No caso   da Geografia, cabe dizer que, seguindo a influência da Geografia Tradicional, seus manuais possuíam um teor altamente descritivo e a prática de ensino tinha um sentido mnemônico com vistas a demonstrar a existência de um caráter nacional e meio para desenvolver o espírito patriótico e o sentido de unidade nacional.
Foi nesse modelo de ensino que o Brasil continuou após a ditadura de Vargas. Naquela época, o perfil  dos livros didáticos e os conteúdos das aulas de  geografia  eram sempre compostos por exercícios de memorização sem preocupação de explicar os processos sociais. A geografia escolar continuou sendo uma descrição aparenntemente neutra das características ambientais e humanas do território brasileiro, cumprindo a função de difundir a ideologia do Estado em vez de estimular o desenvolvimento da capacidade de reflexão crítica e a autonomia de pensamento.
 Portanto, pode-se afirmar que o sistema de ensino brasileiro nasceu sob a égide de uma concepção autoritária segundo a qual o papel da educação é doutrinar os alunos segundo a visão nacionalista do Estado.
Foi ainda durante a ditadura militar que professores com visões teóricas e ideológicas influenciadas pelo marxismo e outras vertentes anticapitalistas que começaram a usar o sistema de ensino para lutar contra o regime. No caso específico da Geografia, esses professores deram início também à construção de um novo paradigma científico e didático-pedagógico que ficou conhecido como 'geografia crítica e Radical'.
Após o processo de difusão dessa nova abordagem entre geógrafos e professores de geografia, ficou  evidenciado no Congresso realizado pela Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB , em 1978, a desvinculação dessa associaçção do IBGE como forma de eliminar a influência do estado autoritário.
O uso da expressão "geografia crítica"tornou-se oficial nos níveis de ensino fundamental e médio com a reforma educacional promovida  pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas - Cenp do governo do estado de São paulo, na gestão do governador Franco Montoro de 1983 a 1987.
Como se pode ver, a geografia crítica escolar se difundiu e se fortaleceu no ensino médio e fundamental durante a última ditadura militar brasileira tornando-se hegemônica a partir do início da década de 80.
 A forma de operar essa mudança seria substituir os conteúdos descritivos e padronizados pela discussão de temas motivadores com os alunos, objetivando formar mentes críticas e desenvolver o espírito crítico.
"( . . .) O essencial hoje,  é aprender a aprender, aprender a pensar por conta própria e, principalmente, buscar sempre coisas novas, no entanto, as evidências revelam que na prática  a Geografia Crítica Escolar encontra uma séria dificuldade visto que existe uma contradição entre o discurso antidoutrinador da geocrítica e as práticas e conteúdos didáticos claramente doutrinadores de muitos materiais didáticos.
As razões pelas quais se deve combater firmemente a doutrinação teórica e ideológica no sistema de ensino dizem respeito tanto à construção de uma sociedade democrática quanto`à questão de qualidade de ensino, cabendo aqui lembrar que, como dizem os PCN, ensino de qualidade é aquele que ensina a pensar, que oferece aos educandos visões diferentes da realidade e ferramentas intelectuais para que eles possam analisá-las criticamente e optarem de forma autônoma pela visão que julgarem mais correta
.É exatamente esse tipo de educação que nunca foi, de fato, oferecida no Brasil, cujo sistema nacional de ensino nasceu sobre a égide da doutrinação nacionalista conservadora e hoje permanece refém de uma doutrinação de esquerda, disfarçada por um discurso pluralista, que não se torna realidade nem no conteúdo dos livros didáticos nem no espaço das salas de aula.

                                                                                          Fonte: GEOGRAFIA, Revista
                                                                                          Periódicos do MEC - FNDE.